A ampola azul estava na mão de Mauro.
Por alguns segundos, o auditório inteiro virou uma única respiração presa. Era pequena demais para carregar tanto estrago. Um vidro fino, quase bonito, com um líquido azul que parecia refletir a luz antes mesmo de ser iluminado. Se alguém entrasse naquele momento sem saber de nada, talvez achasse que era uma amostra de perfume de luxo, uma promessa de campanha, um produto. Era assim que a Noir tinha sobrevivido por tanto tempo: fazendo horror parecer embala