Na sala silenciosa, com o som do vento tocando as janelas, Evelyn segurava o caderno de Benjamin com as duas mãos. Sentada no sofá, com uma manta fina cobrindo suas pernas, ela observava as páginas fechadas como se o simples ato de abri-las pudesse mudar algo no mundo.
Lucas estava por perto. Não muito perto — respeitando aquele momento como quem sabe que existem dores que só podem ser vividas sozinhas, mesmo quando compartilhadas.
— Posso ficar aqui? — ele perguntou, a voz suave, quase inaudív