Mirella
Lavanda selvagem.
Chuva fria.
Mel amargo.
As palavras de Kaian ficaram presas no quarto como perfume derramado em tecido branco. O cheiro de Selene, dito pela boca dele, pareceu invadir meus móveis, minhas paredes, minha pele. Como se minha irmã tivesse conseguido entrar ali sem corpo, sem passos, sem permissão.
Eu odiei.
Odiei porque era verdade.
A lembrança me veio cruel: Darius no salão, imóvel, mas não indiferente. Darius nos próprios aposentos, recusando meu beijo, o corpo tenso co