Selene
Darius estava de joelhos.
De novo.
Mas desta vez eu não senti pena.
Senti poder.
Senti raiva.
Senti uma fome perigosa de fazê-lo entender, com cada respiração, que a mulher diante dele não era mais a garota que esperou por salvação no salão.
Não houve pressa.
Não houve tomada.
Houve espera.
A mão dele permaneceu ao lado do corpo, fechada em punho, como se cada músculo lutasse contra o instinto de me tocar antes da permissão. Os olhos escuros me encaravam de baixo, cheios de culpa, desejo