Selene
Minha mãe estava viva na memória.
Não como lembrança doce.
Como sentença.
Vi uma mulher de cabelos escuros como os meus, pele pálida, olhos prateados no centro de um salão cheio de fogo. Ela estava de pé diante de um Alfa ajoelhado, com sangue escorrendo do nariz e a mesma marca lunar brilhando no peito. Não usava coroa. Não precisava. O salão inteiro parecia dobrar-se ao redor dela.
Atrás do Alfa, homens armados tremiam.
Anciãos.
Guerreiros.
Rostos que eu não conhecia, mas que meu sangu