Mesmo curiosa com a mensagem enigmática de Camila, Marina tentou não criar expectativas. Deus sabia o quanto ela já tinha se decepcionado nos últimos meses — e se havia aprendido algo, era que esperar demais machucava.
Então ocupou a mente.
Limpou o apartamento como se cada canto organizado pudesse varrer, junto, a ansiedade que insistia em ficar grudada nela. Dobrou as roupas, tirou o lixo, abriu as janelas para entrar um pouco de ar fresco. Depois, preparou uma comida simples, mas decente, como se quisesse provar a si mesma que ainda havia alguma ordem na sua vida, mesmo que mínima.
Quando estava colocando dois copos sobre a mesa, o celular vibrou.
Camila: “Amiga, tô chegando.”
Foi nesse instante que Marina sentiu uma sensação estranha. Uma eletricidade suave correndo por debaixo da pele, como um sussurro quente que atravessou a espinha. O coração acelerou sem motivo aparente, e ela parou no meio da cozinha, sem entender.
Era como se algo bom estivesse prestes a acontecer.
Um presse