Ao me acomodar no banco de trás da caminhonete, o suave murmúrio do motor mal conseguiu quebrar o pesado silêncio entre meu pai e eu. Ele olhava pela janela, aparentemente perdido em pensamentos, e eu fiz o mesmo, tentando encontrar consolo na paisagem que acompanhava a nossa viagem até o cemitério, com as lágrimas escorrendo incontrolavelmente.
Cada lágrima carregava consigo lembranças da minha mãe: o seu riso, seu abraço, o aroma do seu perfume. A perda pesava sobre os meus ombros, e a ideia