Eu estava desolada. Sentada no chão frio e áspero, bem no lugar onde tudo tinha acontecido, como se o asfalto ainda pulsasse com os gritos da confusão. Meu irmão também estava lá, do outro lado da calçada, encostado na parede descascada, o rosto ferido, o corpo curvado como se carregasse mais do que dor física. Era tarde. A rua estava vazia, escura, esquecida por Deus e pelo mundo. E nós… nós também estávamos esquecidos.
Só restava o silêncio — e a urgência.
Eu tentava pensar. Tentar encontr