Eu não sabia o que fazer naquele momento. Débora tinha acabado de sair do quarto — do quarto do homem que eu ousava chamar de meu namorado. Meu chefe. Meu Omar.
Fiz aquela cena ridícula movida por ciúmes. Ciúmes. Algo que nunca havia sentido antes e que me atingiu como um soco no estômago, bagunçando meu mundo inteiro. Eu já não tinha controle sobre minha vida, muito menos sobre minhas emoções. Agora, Omar me encarava como se enxergasse todos os meus segredos, e aquilo era tortura. Eu estava e