Eu deveria estar preparada. Eu deveria ter as palavras certas na ponta da língua. Eu sei exatamente o que vai acontecer quando eu atravessar a porta de casa. Mas, por agora, eu não quero pensar nisso. Estou feliz. Tão feliz que meu rosto dói de tanto sorrir. E essa dor, por incrível que pareça, é boa.
Por alguns instantes, escolho esquecer. Esquecer que o homem ao meu lado é meu chefe. Esquecer que não existe nome para o que estamos vivendo. Não sei definir. Não sei rotular. Só sei que é real,