Eu estava apavorada.
Nunca, nunca em toda a minha vida tinha passado por algo assim. Aquilo parecia irreal. Surreal demais. Como podia estar acontecendo comigo?
Omar achava que eu o tinha roubado.
Era um absurdo. Completamente absurdo.
Porque eu peguei aquela caixa, lacrada, como foi entregue a mim. E levei exatamente como ele mandou. Sem mexer. Sem abrir. Sem sequer cogitar ser curiosa. Aquilo era meu trabalho. Minha responsabilidade. E eu levei isso a sério desde o primeiro segundo.
E agora,