Omar não queria fazer isso. Nunca quis. Mas aquilo doía – doía no peito, na alma, no lugar onde ele nem sabia que ainda sentia. Só agora percebia o quanto Daphne se tornara essencial. Não era só uma assistente, uma presença constante. Ela era um elo. E pior: um elo que ele não sabia mais como quebrar, mesmo querendo.
A dor era tanta que ele não pensou. Apenas agiu. Pegou o vaso de cristal – aquele que tinha custado uma fortuna, que a mãe adorava e que ele mantinha ali como relíquia – e o arreme