Omar estava encostado no sofá, os cotovelos apoiados nos joelhos, o corpo pesado, como se carregasse todo o peso do mundo nos ombros. Ele estava perdido em um emaranhado de pensamentos que, para sua raiva silenciosa, tinham um nome: Daphne. Aquela ruiva insolente, com seus olhos castanho-mel tão curiosos e brilhantes, tinha o poder absurdo de desarmá-lo. Não fazia sentido. Como aqueles olhos podiam ser tão doces e, ao mesmo tempo, tão perigosos? Eles o encaravam de um jeito que nenhum homem mad