Depois daquele sumiço repentino, algo no ar mudou. O mar — como eu costumava chamá-lo — ficou estranho, distante, como se de repente quisesse manter quilômetros de silêncio entre nós. Mesmo sendo sua assistente, mesmo estando ao lado dele quase 24 horas por dia, a presença dele se tornou fria. Quase impessoal. O clima entre nós se transformou num território desconhecido, desconfortável, como se qualquer palavra pudesse ser um passo em falso.
Ele passou a me ignorar. Só falava comigo quando era