Daphne não conseguiu dormir. Virou-se na cama a noite inteira, revivendo cada detalhe do que tinha acontecido no elevador. Era como se Omar tivesse invadido seus pensamentos e se instalado ali sem pedir licença. Ele era extraordinário de um jeito quase cruel—tão misterioso que suas palavras pareciam enigmas. E, apesar de tudo, bastava lembrar daqueles olhos escuros para que um desejo proibido a consumisse: ela queria beijá-lo de novo. Queria se perder nele.
Ficou um bom tempo olhando o teto, co