Fiquei pensativa sobre o que Omar havia me dito. Ele sofreu muito, e talvez fosse por isso que agia daquela forma — com o coração sempre em alerta, como se qualquer gesto de carinho pudesse ser uma armadilha. Não posso julgá-lo. Também carrego uma sombra parecida dentro de mim, uma raiva silenciosa da minha mãe, mesmo que uma parte de mim ainda insista em ter esperanças de que ela volte algum dia.
É triste ver alguém que você ama tão ferido, preso ao próprio passado como se ainda vivesse nele.