Hoje eu deveria estar feliz. Era o dia da prova do meu vestido de noiva, aquele que eu mesma tinha escolhido, aquele que, no momento em que o toquei, soube que era o meu. Ele caía como sonho — longo, com uma cauda média que não exagerava em nada. A renda desenhava arabescos delicados pelas mangas e pelo busto, sem brilho excessivo, sem querer chamar atenção demais. Era simples, bonito, meu. Não como o que Glória queria.
Glória… sempre ela. Se metendo onde não era chamada, se infiltrando no meu