O silêncio confortável foi desaparecendo aos poucos. Eu sentia Matheus me observando, como se estivesse escolhendo as palavras certas antes de falar. E eu sabia o que viria a seguir. Não era possível que ele não tivesse nada a dizer depois do que aconteceu no carro.
— Eu andei pensando sobre o que você disse naquela noite — ele começou, pude ver seus dedos se apertando ainda mais forte. — Sobre mantermos as coisas profissionais.
Meu peito apertou. Eu não queria ter essa conversa. Mas, ao mesmo