O dia estava cinza, como se o mundo tivesse decidido combinar com o que eu sentia por dentro. Matheus tinha saído para uma consulta com a terapeuta, e pela primeira vez em muito tempo, eu estava sozinha.
No sofá, com as mãos descansando sobre a barriga que começava a tomar forma, eu encarava o teto sem realmente ver nada. A maternidade…
A palavra pesava.
Não era o bebê. Nunca foi o bebê.
Era o medo de ser como minha mãe, que se anulou por anos. Ou como eu mesma fui, com Gabriel — cega, pequena,