Duas semanas depois, Vitor continuava mergulhado em sua incansável busca pela verdade. A obsessão já tomava conta de seus dias — e principalmente de suas noites. Ele passava horas em conversas longas e tensas com funcionários, tentando extrair qualquer pista, qualquer deslize que pudesse revelar algo. Mas, assim como ele, eles também estavam perdidos, sem respostas, apenas com olhares desconfiados e silêncios desconfortáveis.
O rapaz revirava relatórios antigos, documentos confidenciais, lia cada página com olhos famintos, como se cada palavra pudesse esconder um segredo. Invadia arquivos pessoais, cruzava dados, comparava datas, nomes, assinaturas. A ética já não era mais um limite — o que importava era descobrir o que estava sendo escondido.
As noites, antes tranquilas e silenciosas, haviam se transformado em um tormento. O quarto escuro era iluminado apenas pela luz azulada do monitor, que refletia em seu rosto cansado e pálido. O café já não fazia efeito, e os cochilos curtos na p