Helena Duarte
Eu entrei correndo na sala de parto, com o coração martelando contra o peito. Não era comum, não era certo, mas eu precisava estar lá. Precisava ver Valentina trazer aquela vida ao mundo. Quando cruzei a porta, senti os olhares sobre mim, os médicos e enfermeiros, todos surpresos, mas Valentina me viu — e apenas assentiu. Era como se tivesse me autorizado em silêncio.
O choro agudo do bebê rasgou o ar logo em seguida, e minhas mãos tremeram. Meus olhos se encheram de lágrimas. Vi