Ruan Duarte
O relógio marcava três e vinte da manhã quando o telefone de Ravi começou a vibrar sobre a mesa da sala. Nenhum de nós dormia de verdade. Milena estava internada desde o começo da noite, e a espera tinha se transformado em um silêncio pesado, quase sufocante.
Ravi atendeu no segundo toque.
— Alô?
Ele não disse mais nada. Apenas ouviu. Seus olhos se encheram de lágrimas antes mesmo de desligar.
— É agora. — disse, com a voz falhando. — Ela entrou em trabalho de parto.
Saímos de casa