O silêncio do meu quarto nunca pareceu tão ensurdecedor. Poucos minutos antes, ele exalava o perfume cítrico de Salvatore e o cheiro metálico da paixão bruta que havíamos compartilhado. Agora, restava apenas o frio. Eu me olhei no espelho enquanto tentava, com as mãos trêmulas, abotoar o vestido. Meus lábios estavam inchados, um lembrete físico de que, por alguns instantes, Salvatore não foi o monstro que meu pai me ensinou a temer, nem o mestre frio que me reivindicava por direito.
Ele havia