Não consigo sentir mais minhas mãos. Elas estão amarradas atrás da cadeira de madeira fria, e o cordão já faz marcas avermelhadas na pele. O galpão cheira a mofo e óleo diesel, e a luz só entra por uma fresta na porta de ferro ,.é quase impossível distinguir as horas, mas sinto que já passou o dia todo desde que fui trazida aqui.
Lívia anda de um lado para o outro como uma leoa presa na jaula. Seus passos ressoam no chão de concreto, e a cada vez que ela passa em minha frente, vejo a ansiedade