O som do champanhe estourando foi o som da minha execução. Richard e os conselheiros brindavam, rindo da eficiência de uma armadilha que me usou como isca. Eu permanecia imóvel na sala de jantar, sentindo o peso de cada olhar vitorioso sobre mim. Salvatore, no entanto, não se juntou a eles. Ele não levantou a taça, não sorriu. Ele simplesmente deu as costas para o pai, ignorando o triunfo de Richard, e saiu da sala como se o ar ali estivesse envenenado.
Eu continuei ali, sentada àquela mesa, sentindo-me um resto de comida que ninguém se deu ao trabalho de limpar. O que Salvatore sentia? Raiva por ter sido testado ou alívio por ter passado? Eu não tinha a resposta. Só sabia que o "não" que ele disparou contra o pai, que segundos antes me fez flutuar, agora parecia apenas o movimento mecânico de um soldado que conhece as regras do jogo.
As horas passaram em um borrão de dor silenciosa. Eu não conseguia subir para o quarto; sentia que, se ficasse sozinha com meus pensamentos, eu quebra