Luna
A casa parecia outra na manhã seguinte.
Nada tinha mudado de verdade.
Os móveis estavam no mesmo lugar.
A luz entrava pelas janelas do mesmo jeito.
O barulho da cidade continuava lá fora, constante, indiferente.
Mas alguma coisa… estava diferente.
E não era a casa.
Era ele.
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Marco estava na cozinha quando eu desci.
Camisa branca, mangas dobradas, café já pronto, o celular esquecido sobre a bancada — o que, por si só, já era um pequeno milagre.
Ele não percebeu minha presença imediatamente