O prédio do Grupo Montenegro estava diferente.
Não na arquitetura.
Nem nos corredores.
Mas no ar.
A notícia do julgamento havia se espalhado como fogo. Não apenas entre jornalistas ou investidores. Dentro da empresa também.
Funcionários cochichavam nos elevadores.
Diretores falavam em voz baixa nas salas de reunião.
A empresa que sempre representou estabilidade agora estava sendo observada por todos.
Alguns esperando a queda.
Outros esperando a confirmação de que ainda existia algo sólido ali.