A obsessão do CEO Mafioso
A obsessão do CEO Mafioso
Por: Maria eufrasio
A Ovelha e o Predador

POV Antonella

Eu estava nas últimas páginas de mais um dos meus romances eróticos, lidos às escondidas no celular , um dos meus pecados mais secretos. Meu pai, pastor da igreja da comunidade onde vivíamos, nunca poderia descobrir isso, ou eu seria severamente punida por ele, com o aval da minha mãe, tão religiosa quanto ele. Criada para ser pura e inocente, vestindo pijamas comportados e saias longas, eu escondia por baixo lingerie provocante e indecente, comprada secretamente .

Depois, me recriminava por esse meu vício , por esse fogo que queimava dentro de mim, esse desejo pecaminoso de experimentar algo proibido, que eu sufocava com orações e culpa avassaladora.

A cada página, um calor intenso invadia meu corpo. Sentia a umidade entre as coxas, bem no centro da minha intimidade, intocada .

Fechava os olhos e me imaginava a garota do livro, perdendo a virgindade com um homem lindo e perigoso

um homem que, do que tinha de bonito, tinha de perigoso , mas que a fazia sentir coisas proibidas, exatamente como eu sentia ali, entre as quatro paredes da nossa humilde casa nos fundos da pequena capela onde meu pai pregava. Meu corpo pegava fogo, o desejo me consumia, mas quando as coisas esquentavam demais, eu encerrava a leitura abruptamente, odiando-me por esse meu outro vício , que me fazia sentir suja, uma pecadora indigna de ser filha dos meus pais.Foi aí que ouvi gritos e tiros lá embaixo. Meu coração disparou. Mesmo com o corpo ainda mole de tesão reprimido, desci as escadas correndo e dei de cara com um homem de olhar gélido e cruel, cercado por vários outros. Ele era o único com o cano de uma pistola encostada na cabeça do meu pai, que estava sentado no sofá com um olhar apavorado, mas resignado, como se aceitasse o destino.

Não entendi nada. Por que aquele homem alto, lindo e imponente , vestido em um terno elegante feito sob medida, com olhos azuis gélidos, ameaçava meu pai, um pastor de uma pequena comunidade que nunca fizera mal a ninguém? Quando consegui me mexer, corri para a minha mãe, que chorava muito e implorava para que ele não fizesse nada com meu pai. O homem parecia nem a enxergar.

— Eu te avisei, Luigi, que custasse o que custasse, um dia eu ia te encontrar, seu ladrão miserável, e íamos acertar nossas contas — disse ele, com uma voz grave e autoritária que me fez sentir um arrepio de medo pelo corpo.

— Quem é o senhor? O que está falando? Meu pai é apenas um pastor dessa comunidade, ele nunca fez mal a ninguém - foi tudo que consegui dizer, ainda abraçada à minha mãe.Então, aqueles olhos azuis gélidos e cruéis pousaram sobre mim, como se só agora ele percebesse que havia mais alguém na sala além dele e do meu pai, a quem parecia odiar com ódio mortal.

— Ora, ora, vejo que tem uma linda ovelhinha vivendo ao seu lado, seu verme maldito. Certamente deve ser sua filha e a única coisa boa que já fez — disse o homem com um sorriso de escárnio e, depois de uma pausa, continuou com sua voz grave e imponente:

— Aposto que essa ovelhinha com certeza não faz nem ideia do seu passado podre e de como você roubou milhões da minha máfia, jogou a culpa em um inocente que teve uma morte horrível porque todos achamos que era o ladrão ,matou outro que descobriu o roubo e fugiu se escondendo de pastor bonzinho, interessado apenas em salvar almas, sem saber que a sua você já tinha vendido pela melhor oferta.

Disse isso com ódio e desprezo, sem tirar os olhos de mim. Então, deu uma coronhada com o cabo da pistola na cabeça do meu pai, fazendo-o cair a seus pés, e começou a chutá-lo com violência, acertando o rosto e o corpo com fúria descontrolada.Minha mãe e eu tentamos correr até ele, implorando para que parasse, mas os soldados dele nos impediram de nos aproximar.

— Vamos, seu miserável, confesse para sua mulher e para a sua linda filha que você merece cada chute que te dei, e muito mais. Diga o quão desprezível você é, a ponto de roubar a máfia, culpar um inocente, matar quem descobriu e fugir como covarde! Admita que não passa de um maldito porco ganancioso e assassino! — esbravejou o homem, agarrando meu pai pelos cabelos ensanguentados pela coronhada, forçando-o a encarar a mim e à minha mãe.

— Você vai confessar ou quer que eu te mate aqui agora, na frente delas, e cause um trauma que nunca mais vão esquecer? — esbravejou novamente, batendo com a cabeça do meu pai no piso frio e gasto da nossa casa.

— Tudo bem, eu confesso. Ana, me perdoa. Antonella, me perdoa, filha. Mas tudo que esse homem está dizendo é verdade. Eu sou um ladrão e assassino, e não mereço o amor de nenhuma das duas, não mereço sequer a preocupação de vocês — disse meu pai com dificuldade, cuspindo sangue, nem conseguindo abrir os olhos inchados.

— Luigi, eu não acredito. Não posso acreditar que o homem que escolhi para compartilhar a minha vida, para formar uma família, tenha feito algo tão perverso — disse minha mãe, entre lágrimas.

— Eu sinto muito, senhora, pela sua escolha, mas ainda dá tempo de eu corrigir esse erro para a senhora. Vou lhe fazer um favor e apagar esse lixo da sua vida — disse o homem, engatilhando a arma e apontando para a cabeça do meu pai novamente.

— Não, por favor! Se meu pai cometeu tamanha atrocidade, entregue-o para as autoridades e deixe que ele pague por seu crime — supliquei, desesperada. Eu agora sabia que meu pai não era nada do que acreditava, sabia que ele era um ladrão e assassino , ele mesmo confessara , mas ele tinha que pagar pelas mãos da justiça, não pelas mãos daquele homem. Ele não tinha esse poder, pelo menos era o que eu pensava

— De onde eu venho, eu sou a lei e faço a minha própria justiça — disse ele, agarrando novamente a cabeça do meu pai e encostando a arma na nuca dele.

— Chefe, perdão por interromper, mas será que, depois que acabar com esse verme e com a velhota, eu e os meus colegas podemos nos divertir com a princesa aqui? Ela muito gostosinha e com certeza deve ser virgem. Eu adoraria mostrar o que um homem de verdade faz com uma coisinha gostosa como ela — disse o brutamontes que me segurava, cheirando meus cabelos e apalpando um dos meus seios, me deixando enojada.

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