Tentada

— Posso saber quem é você e o que estava fazendo saindo do quarto do meu noivo, e ainda por cima do pijama , mesmo que ele seja ridículo e horrendo? — perguntou, venenosa.

Ela era uma morena , alta, esbelta e muito bonita.

— Noivo? — repeti, sentindo o coração falhar uma batida.

— Sim, noivo — respondeu com arrogância.

— Ethan é meu noivo, meu pai foi um grande amigo do pai dele e estamos prometidos desde criança s, em breve, ele será meu marido. Então, sua coisinha insignificante, fique bem longe dele, seja lá quem você for ou eu arrancarei seus olhos .

Eu nem me dei o trabalho de me importar com a ameaçada daquela louca e estava a digerir aquela revelação que me fez quando lhe dei as costas. No mesmo instante, senti ela agarrar meus cabelos loiros, desfazendo o coque que eu havia feito.

Foi quando as portas do quero de Ethan se abriu e ele apareceu, vestindo apenas um roupão de banho.

— Quer mandar essa louca me soltar?! — gritei, furiosa.

— Porque, se não soltar, eu vou acabar com a raça dela!Vou arrancar seus cabelos pela raiz !

— Lauren solte a Antonella e o que você faz aqui? — perguntou, frio.

— Não me lembro de ter convidado você para vir à minha casa em Palermo.-Disse ele com aquela tranquilidade que já me irritava.

— Desde quando eu preciso de convite para visitar meu noivo, esteja ele onde estiver? — rebateu ela.Disse a louca soltando meus cabelos e eu então diz o mesmo tirando o cabelo que teimavam em cair em meu rosto .

— E é você quem vai responder às perguntas agora — continuou Lauren, apontando para mim.

— Quem é essa Maria mijona ridícula ? Por que ela estava saindo do seu quarto? E por que você está de roupão? Você estava me traindo com ela?

— Basta, Lauren — cortou Ethan, impaciente.

— Você sempre faz perguntas demais. Para parar de encher o saco, eu vou responder ... A Antonella é uma hóspede. Depois eu explico por que ela está aqui.

— Por que não fala a verdade para sua noiva? Eu sou… — comecei.

Ele me lançou um olhar tão frio que me fez congelar.

— Se disser mais uma palavra, eu cumpro a ameaça que já fiz e corto a sua língua — disse em voz baixa.

— Não se esqueça com quem está lidando. Para mim, isso seria apenas mais um entretenimento mas para você que gosta tanto de falar seria bem desagradável , não e ?

Era o mafioso. O mesmo que matou meu pai sem piedade.

— Quer saber? Vá para o inferno! — disparei, tentando esconder o medo que aquele olhar me causava.

— Depois conversaremos sobre isso — disse ele, já mudando de tom.

— Já que está aqui, Lauren, que tal jantar comigo e Antonella? Disse ele se virando para Lauren .

Mudando completamente passou a ser atencioso e gentil com a noiva, e nem se quer teve coragem de dizer que me sequestrou para que em breve eu o sirva na cama.

Logo depois eles se abraçaram e ela colou seus lábios aos dele .

Ver os dois se beijando me enojou e também me fez sentir algo que eu me negava a nomear, mas era incômodo de sentir.

Virei as costas e caminhei pelo corredor, entrando na primeira porta que encontrei.

Saí do banho sentindo o vapor quente ainda envolver minha pele. A água tinha levado embora parte do cansaço, mas não o turbilhão dentro de mim. Só então me dei conta do óbvio e cruel detalhe: não havia roupas ali.

Nenhuma.

Por alguns segundos, fiquei parada à porta do banheiro, o coração acelerado, tentando pensar em uma solução inútil. O quarto estava silencioso demais. Respirei fundo e avancei, completamente nua, os pés tocando o tapete macio enquanto eu tentava me mover rápido, discreta… invisível.

Não consegui.

— Interessante… — a voz grave dele soou atrás de mim, preguiçosa, carregada de ironia.

Congelei.

Virei o rosto devagar e o vi encostado na parede, os braços cruzados, o olhar queimando minha pele como se eu ainda estivesse sob a água quente do chuveiro.

Antes que eu pudesse correr ou me cobrir, ele ergueu a mão.

Entre os dedos, pendurada por um único dedo, estava minha calcinha.

Branca. Pequena. Provocante demais e outro dos meus vícios usar calcinhas uma mais pequena e provocante que a outra por baixo da roupa recatada que minha mãe fazia questão que eu usasse .

— Para a filha de um pastor… — disse ele, balançando a peça lentamente no ar .

— você usa calcinhas bem pequenas. E provocantes demais ,ovelhinha .

Meu rosto pegou fogo.

— Devolve isso! — rebati, tentando manter a dignidade enquanto meus braços se cruzavam instintivamente sobre o corpo.

O sorriso dele se alargou, lento, perigoso.

— Ousadas… e provocantes — repetiu, aproximando-se um passo.

— Quase como se você soubesse exatamente o efeito que essa pequena peça provoca em um homem .

— Você fala como se eu a usasse pensando em você nem faz nem 24 horas que infelizmente você apareceu em minha vida só para destruí-la — respondi, a voz firme demais para quem estava completamente exposta diante dele.

__Não importa porque as usa mas homem nenhum vai te ver com elas só eu .retrucou, sem tocar em mim, apenas olhando.

Ele ergueu a calcinha à altura dos meus olhos.

— Isso aqui não combina com a imagem de santinha que você tenta sustentar — murmurou.

— Combina com alguém que adora provocar um homem sem perceber… ou que percebe muito bem o efeito tem que causa nele .

Depois de ter dito isso , ele caminhou em minha direção com passos lentos, calculados, como um predador prestes a atacar sua presa.

— O que você tem, garotinha, que me deixa louco? — disse, a voz baixa e carregada.

— Me faz perder o controle a ponto de arriscar uma aliança bilionária, que vai me render mais território e muito mais poder, só para ter a oportunidade de te ver assim.

Sem esperar resposta, puxou o lençol, me deixando seminua diante dele.

— Eu não sou uma garotinha. Tenho vinte anos. E não tem nada em mim — rebati, sentindo as pernas bambas sob a forma como ele me olhava. — O problema é que você é um velho tarado e pervertido.

Sem aviso, ele agarrou minha cintura fina, colando meu corpo ao dele e me encurralando contra a parede fria do quarto. O choque do frio nas minhas costas contrastou com o calor que se espalhava por dentro de mim.

— Você não cansa de jogar na minha cara que sou velho demais para você, não é? — continuou.

— Mas isso aqui te mostra que, mesmo velho, eu posso te fazer implorar para eu parar… ou para eu te comer gostoso, garota.

Ele esfregou a ereção em mim, e um gemido involuntário escapou dos meus lábios antes que eu pudesse impedir.

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