Batem à minha porta logo após o amanhecer.
Ainda estou diante do espelho quando digo:
— Entre.
A porta se abre, e meu marido entra no quarto.
Ele não cruza completamente o limite. Permanece no batente, como se a linha invisível entre nós ainda fosse necessária.
— Quero que tome café da manhã comigo. Estou te esperando aqui fora, tudo bem?
Demoro um segundo.
— Esperando…?
Ele sustenta meu olhar.
— Não gosto que minha esposa desça sozinha.
A frase soa natural. Mas não é casual. É decisão.
— Claro