Continuação.
A madrugada avançava e o silêncio da mansão era interrompido apenas pelos sussurros desconexos de Saulo. A febre não cedia. Ele se revirava nos lençóis, os dedos cravando-se no colchão como se estivesse lutando contra fantasmas invisíveis.
— Eu não queria... — ele murmurou, a voz rouca e carregada de uma angústia antiga. — O sangue... meu pai disse que era o único caminho. Eu era só um garoto...
Aproximei-me, trocando o pano úmido, mas ele não parava.
— Eles estão olhando,