Lis Narrando.
Os dias na faculdade foram um inferno, fiquei tão nervosa que passei mal e acabei desmaiando, e acordei no hospital. O médico entrou no quarto com uma pasta nas mãos e um olhar sério demais para ser ignorado. Só de vê-lo, meu estômago se revirou.
— Lis — ele começou, puxando uma cadeira. — A sua gravidez é considerada de risco.
Senti o chão desaparecer.
— Risco? — minha voz saiu fraca.
— Sim. Seu corpo está exausto. O excesso de trabalho, o estresse constante e a alimentação irregular estão afetando diretamente a gestação. Se continuar assim, há um risco real de perda do bebê.
Levei a mão à barriga imediatamente.
— O que eu preciso fazer? — perguntei, quase implorando.
— Parar — ele respondeu, firme.
Parar tudo.
Meu peito apertou.
— Mas… eu trabalho… eu estudo… eu preciso me sustentar.
As lágrimas começaram a cair.
— Se eu parar, eu não vou ter como pagar aluguel, comida… eu não posso parar.
— Eu entendo — disse o médico. — Mas se você não para