Continuação
— Segurem ela — ordeno, fria.
— Mariana, não— Lis tenta dizer, mas minhas amigas já a seguram pelos braços.
Ela se debate.
— Me solta!
Aproximo-me sem pressa. O coração bate forte.
— O que você tá escondendo, Lis?
Puxo a blusa dela para cima.
E vejo.
A barriga não é grande. Mas é redonda demais.
Cheia demais. Real demais.
Meu estômago despenca.
— …Você tá grávida.
Lis fecha os olhos. O rosto pálido. Os lábios tremem.
O banheiro fica em silêncio.
Depois, eu começo a rir.
— Grávida… então era isso.
Olho para minhas amigas, saboreando cada segundo.
— Olha só, meninas… a santinha caiu mais fundo do que eu imaginava.
Lis me encara com ódio.
Mas já é tarde.
Porque agora eu sei: isso muda tudo.
A força some do corpo dela de uma vez. É visível.
Lis para de se debater. Os ombros caem. A respiração fica curta. As minhas amigas ainda a seguram, mas nem precisariam.
Ela está rendida.
Os olhos se enchem d’água.
— Mariana… — a voz sai fraca. — Por favor.
Essa palavra.
Por favor.
Ela nu