Saulo Lucchese Narrando
Acordei como se tivesse sido arrancado de dentro dela.
O peito subia e descia rápido demais, o corpo ainda quente, como se o sonho tivesse sido real — ou pior: como se nunca tivesse acabado. Não vi o rosto. Nunca via. Mas sabia exatamente quem era.
Ela.
No sonho, eu estava atrás dela. O som abafado da música ainda ecoava na minha cabeça, misturado ao gosto do vinho. Eu lembrava disso. Lembrava do jeito como ela respirava, da tensão contida no corpo, como se estiv