Continuação.
Por que essa mulher não sai da minha cabeça?
Sentado no escritório, bebendo uísque, encarei a cidade através da enorme janela do arranha-céu. As luzes lá embaixo pareciam distantes, irrelevantes. Fechei os olhos e, como uma maldição, a imagem dela voltou.
A raiva veio primeiro. Logo depois, algo pior.
Uma saudade que eu não conhecia — e que me enfurecia ainda mais.
Arremessei o copo no chão, que se espatifou em pedaços.
— Chefe?!
— O que você quer? — perguntei, sem vi