Continuação:
Retornei para casa sem saber como cheguei. Minhas pernas pareciam não me obedecer, e o coração ainda batia descompassado. Quando Dona Luiza abriu a porta, não consegui dizer nada. Apenas me agarrei a ela com força, como uma criança que encontra a mãe depois de se perder do mundo.
— Dona Luiza… — minha voz saiu quebrada. — O que eu vou fazer?
Ela se assustou com meu estado, fechou a porta rapidamente e me envolveu num abraço firme, quente, seguro.
— O que aconteceu, minha filh