Narrado por Bruno
O teto branco era a única coisa que eu conseguia enxergar. E mesmo assim, ele girava. Um redemoinho torto, me lembrando que eu ainda táva vivo. A dor era quente, insistente, como se algo távesse queimando por dentro. Meu abdômen latejava e o gosto de ferro enchia minha boca. Eu não fazia ideia de quanto tempo tinha passado desde que levei a facada, mas sabia que não era pouco. O cheiro de sangue não me deixava esquecer.
Olhei pro lado. O lençol branco da maca tava encharcado.