Narrado por Melissa
O hospital cheirava a desinfetante e urgência. Passei a madrugada correndo de um lado pro outro, trocando soro, limpando ferimento, entregando exames. Era o caos habitual, mas eu gostava. A profissão me mantinha viva, me dava um senso de propósito. No meio de tanto sangue e dor, eu ainda me sentia útil.
Magrinho havia acordado. Assim que abriu os olhos, pediu por mim. Não quis deixar ele esperando. Entrei na enfermaria e vi aquele rosto conhecido, mesmo machucado, ainda cons