CAPÍTULO 96 — A SOMBRA QUE SE MOVE
Aquela noite parecia mais silenciosa que o normal.
Silenciosa demais.
Helena estava sentada no sofá, as mãos apoiadas na testa, tentando afastar a tontura que insistia em voltar desde o dia anterior. Era como ondas leves, que vinham e iam — o suficiente para incomodar, mas não para alarmar.
Ela respirou fundo.
Devia ser estresse.
Com tudo o que estava acontecendo, seu corpo estava apenas reagindo.
Arthur, do outro lado da sala, fingia revisar r