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CAPÍTULO 97 — AS SOMBRAS ENCONTRAM UM CAMINHO
A campainha ecoou pelo apartamento com um som curto e seco. Helena, ainda sentindo aquela leve tontura persistente que insistia em acompanhá-la há dias, fechou um envelope com os relatórios que precisava enviar para a filial e levantou devagar, respirando fundo antes de ir até a porta.
Arthur estava no trabalho, Téo estava na escola.
Ela não esperava ninguém.
Quando abriu, encontrou um envelope pardo no chão, sem ninguém no corredor.
Um arrepio percorreu sua espinha. Por um momento, ela só encarou o objeto, como se ele próprio emitisse uma vibração estranha, inquietante.
— Merda… — murmurou, sentindo o estômago revirar. — Outra vez não…
Helena pegou o envelope com cuidado. Era leve, mas algo dentro tremulou. Quando abriu, sua respiração travou.
Fotos.
Duas fotos dela na porta da escola de Téo. Outra — muito pior — mostrava Téo entrando no prédio, tirada de longe.
E uma última: ela e Arthur no estacionamento da empresa, abraç