CAPÍTULO 87 — A SOMBRA QUE SE APROXIMA
A manhã amanheceu silenciosa demais.
Helena percebeu isso antes mesmo de abrir os olhos. Havia uma sensação estranha no ar, como se algo a observasse de longe… como se algo estivesse deslocado, prestes a sair do lugar.
Quando desceu para preparar o café, Arthur já estava vestido para uma reunião rápida na empresa. Ele parecia tranquilo, seguro — a liderança o transformara, deixara-o firme, mais maduro.
— Bom dia, amor — ele disse, aproximando-se para beijá-la na testa.
— Bom dia… — Helena respondeu, mas sua voz saiu baixa, quase distraída.
Arthur percebeu.
— Está tudo bem?
Helena hesitou, passou a mão pelos cabelos.
— Só uma sensação — confessou. — Como se… algo estivesse errado.
Arthur franziu o cenho, aproximou-se ainda mais.
— Com o Téo? Com você?
Ela balançou a cabeça.
— Não sei explicar. Só… uma inquietação.
Arthur segurou seu rosto entre as mãos.
— Eu estou aqui. Qualquer coisa diferente que acontecer, você me avisa. Tudo be