CAPÍTULO 68 — O LUGAR AO QUAL ELE VOLTA
Arthur bateu na porta do apartamento com um cuidado quase exagerado. Não queria parecer ansioso demais — embora estivesse. O corredor estava silencioso, iluminado pelo amarelo suave das lâmpadas, e ele respirou fundo, tentando controlar o nervosismo idiota que sentia sempre que vinha até ali.
Helena abriu a porta poucos segundos depois, com o cabelo preso de forma improvisada e uma blusa simples de algodão. Estava linda sem esforço. Sempre estava.
Ela sorriu, mas foi um sorriso contido.
— Oi, Arthur.
— Oi — ele respondeu, tentando manter a voz firme. — Vim devolver o Theo. Ele acabou de apagar no carro.
O coração dela amoleceu de imediato.
— Meu Deus… desculpa ter pedido pra você buscá-lo. Hoje o trabalho foi… intenso.
— Eu não me importo, Helena — ele disse suavemente. — Na verdade, eu gosto.
Ela desviou o olhar, lutando contra a onda de sentimentos que insistia em tentar entrar pelas frestas que ela mantinha fechadas. Desde qu