CAPÍTULO 30 — RACHADURAS
A casa de Helena estava silenciosa demais para uma noite que deveria trazer alívio.
Theo dormia no quarto, exausto tanto quanto ela. A respiração tranquila do menino era a única coisa que a impedia de desabar por completo. Depois de colocá-lo na cama, Helena ficou por longos minutos parada na porta, olhando para ele como se temesse que desaparecesse de novo.
Quando finalmente conseguiu se afastar, encontrou Arthur parado na sala — mãos nos bolsos, postura tensa, como se