capítulo 30

CAPÍTULO 30 — RACHADURAS

A casa de Helena estava silenciosa demais para uma noite que deveria trazer alívio.

Theo dormia no quarto, exausto tanto quanto ela. A respiração tranquila do menino era a única coisa que a impedia de desabar por completo. Depois de colocá-lo na cama, Helena ficou por longos minutos parada na porta, olhando para ele como se temesse que desaparecesse de novo.

Quando finalmente conseguiu se afastar, encontrou Arthur parado na sala — mãos nos bolsos, postura tensa, como se estivesse lutando com pensamentos demais.

Ele a observou com preocupação.

— Ele dormiu?

Helena assentiu.

Arthur soltou um suspiro longo, pesado, quase doloroso.

— Helena… eu sinto muito. — Ele passa a mão pelo cabelo, frustrado consigo mesmo. — Meu pai ultrapassou qualquer limite. Eu deveria ter previsto isso, eu deveria…

— Você não poderia prever uma loucura dessas — ela interrompe, a voz baixa mas firme. — Ninguém poderia.

Arthur fecha os olhos por um instante, como se a culpa fosse uma âncor
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