Melinda Narrando
Eu tinha prometido pra mim mesma que aquele filho da puta nunca mais ia triscar um dedo em mim ou tentar me controlar. Quem ele pensa que é pra querer mudar quem eu sou? Nem fudendo que eu ia permitir isso. Nenhuma mulher deve.
Assim que ele saiu, eu desabei. Tava tão cheia de ódio que chorei socando o travesseiro, tremendo inteira. Luna chegou logo depois e eu mandei ela direto pra casa do Thomas, antes que ela visse meu estado.
Eu ia embora. De vez.
Peguei a mala grande e fui enfiando tudo meu e da Luna lá dentro. Tava tão focada em sair daquele inferno que nem ouvi quando a porta abriu.
— Pra onde pensa que vai? — ele perguntou.
— Eu vou embora. — respondi seca.
— Não vai, não. — ele disse, tirando as roupas que eu colocava na mala.
— Eu VOU embora, seu filho da puta! — gritei, puxando tudo de volta. — Tu quer uma mulher pra ser teu chaveirinho? Teu fantoche? Pois desculpa, querido, mas eu não sou esse tipo de mulher. Não vou mudar por você. NÃO vou deixar de ser q