Capítulo 50

Melinda.

Acordei com a cabeça latejando. Até a claridade me agredia. Pisquei várias vezes, mas a dor não passava. Parecia que tinham aberto minha cabeça com uma pá.

Tentei lembrar de alguma coisa… qualquer coisa. Mas era como bater na porta errada dentro da própria mente.

A porta abriu e Thomas entrou — junto dele, aquele cara. Assim que ele apareceu, meu coração acelerou como se reconhecesse antes mesmo de eu entender.

Procurei na memória quem diabos era ele, mas só encontrei vazio.

— Posso saber por que tu tá chorando? — ele perguntou, com aquela voz grossa.

— Cara, eu nem sei quem tu é. Mas olha o que fizeram com minha cabeça! — apontei pra brecha com pontos. — Tá doendo pra caralho.

Ele tentou encostar em mim… e riu. Riu da minha cara.

— Para de rir, porra! — falei chorando, indignada.

— Não consigo, falô! — disse ele, rindo como um desgraçado.

Empurrei ele.

— Sai do meu quarto! Nem devia tá aqui.

Ele pegou forte no meu braço. Parecia puto. Respirou fundo, como se estivesse segura
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