Melinda.
Acordei com a cabeça latejando. Até a claridade me agredia. Pisquei várias vezes, mas a dor não passava. Parecia que tinham aberto minha cabeça com uma pá.
Tentei lembrar de alguma coisa… qualquer coisa. Mas era como bater na porta errada dentro da própria mente.
A porta abriu e Thomas entrou — junto dele, aquele cara. Assim que ele apareceu, meu coração acelerou como se reconhecesse antes mesmo de eu entender.
Procurei na memória quem diabos era ele, mas só encontrei vazio.
— Posso saber por que tu tá chorando? — ele perguntou, com aquela voz grossa.
— Cara, eu nem sei quem tu é. Mas olha o que fizeram com minha cabeça! — apontei pra brecha com pontos. — Tá doendo pra caralho.
Ele tentou encostar em mim… e riu. Riu da minha cara.
— Para de rir, porra! — falei chorando, indignada.
— Não consigo, falô! — disse ele, rindo como um desgraçado.
Empurrei ele.
— Sai do meu quarto! Nem devia tá aqui.
Ele pegou forte no meu braço. Parecia puto. Respirou fundo, como se estivesse segura