Pablo.
Eu já tava puto desde o início.
Devia ter, pelo menos, um infeliz infiltrado pra avisar que aqueles arrombados iam chegar.
Mas não… tudo na base da sorte. E sorte, pra mim, nunca vem.
Melinda tava no carro da frente, porque iam seguir outra rota. Quando eu percebi que o carro dela tava balançando de um lado pro outro, tentei acelerar pra ver o que tava acontecendo, mas os filhos da puta bloquearam a gente.
– Eles vão cair da ponte! – Hernandez gritou.
Meu coração saiu pela boca.
– MELINDA! – berrrei, forçando o carro, mas não dava, os caras não deixavam chegar perto.
E aí aconteceu:
O carro dela voou… e despencou da ponte.
Por um segundo, eu deixei de respirar.
– Vamos ter que seguir! – Hernandez falou.
– Seguir é o caralho! – gritei, freando o carro de uma vez.
– Eu não vou deixar minha mulher! Foda-se dinheiro, foda-se tudo!
Saí do carro no impulso. Tiro pra todo lado.
Um me pegou no braço, mas eu nem senti.
Hernandez puxou os caras pra longe enquanto eu corria até a beirada