Pablo
Eu tava na correria da favela, resolvendo os bagulhos da boca, cobrando uns nóia que tavam me devendo e entregando mercadoria.
– Temos que fazer a contabilidade da boca e das biqueiras do asfalto – Tales disse, acendendo um preto.
– Bora lá pra minha goma, a gente vê isso tomando uma – falei.
– Bora ver, Boladão – ele deu risada e montou na moto. Eu subi atrás.
No caminho, ele estala a língua e olha pra um grupo de novinhas na calçada.
– Tá na tua, olha lá.
– Tô fora de penosa – falei, p