Tales Narrando
A festa tava rolando solta, som alto, gente rindo, bebendo, dançando. Eu tava só observando, com a garrafa de cerveja na mão. Vi a Melinda curtindo com o pessoal, rindo torto, mexendo no cabelo — mas dava pra ver que tinha algo errado ali. Ela sorri, mas o olhar entregava cansaço, aquela dor que só quem conhece ela percebe.
E Pablo? Sumido.
Como sempre, quando some… dá merda.
Tava tomando outro gole quando Júlia aparece do nada, me puxa pelo braço com força.
– Que porra, mulher? Tá doida? – falei me equilibrando.
Ela tava pálida, nervosa.
– A Larissa me mandou mensagem! O Boladão tá muito doido lá no quarto deles. Muito doido MESMO, Tales.
Só de ouvir, já me deu aquele gelo.
Pablo descontrolado era a pior versão dele.
Subimos correndo para o apartamento. Antes mesmo de chegar na porta, já dava pra ouvir gritos abafados.
– Boladão, abre essa porra! – bati forte.
– Aqui tem porteiro, tem câmera, se chamarem os homens… tamo fudido!
Quando a porta abre, Larissa aparece…
Com