Capítulo 32

Tales Narrando

A festa tava rolando solta, som alto, gente rindo, bebendo, dançando. Eu tava só observando, com a garrafa de cerveja na mão. Vi a Melinda curtindo com o pessoal, rindo torto, mexendo no cabelo — mas dava pra ver que tinha algo errado ali. Ela sorri, mas o olhar entregava cansaço, aquela dor que só quem conhece ela percebe.

E Pablo? Sumido.

Como sempre, quando some… dá merda.

Tava tomando outro gole quando Júlia aparece do nada, me puxa pelo braço com força.

– Que porra, mulher? Tá doida? – falei me equilibrando.

Ela tava pálida, nervosa.

– A Larissa me mandou mensagem! O Boladão tá muito doido lá no quarto deles. Muito doido MESMO, Tales.

Só de ouvir, já me deu aquele gelo.

Pablo descontrolado era a pior versão dele.

Subimos correndo para o apartamento. Antes mesmo de chegar na porta, já dava pra ouvir gritos abafados.

– Boladão, abre essa porra! – bati forte.

– Aqui tem porteiro, tem câmera, se chamarem os homens… tamo fudido!

Quando a porta abre, Larissa aparece…

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