Tales Narrando
A festa tava rolando solta, som alto, gente rindo, bebendo, dançando. Eu tava só observando, com a garrafa de cerveja na mão. Vi a Melinda curtindo com o pessoal, rindo torto, mexendo no cabelo — mas dava pra ver que tinha algo errado ali. Ela sorri, mas o olhar entregava cansaço, aquela dor que só quem conhece ela percebe.
E Pablo? Sumido.
Como sempre, quando some… dá merda.
Tava tomando outro gole quando Júlia aparece do nada, me puxa pelo braço com força.
– Que porra, mulher?