Pablo.
Eu podia bancar o durão, o bandido, o porra louca que mete bala sem pensar. Mas quando era sobre a Melinda…
Irmão, aí eu virava outra coisa.
Virava um otário.
Virava um cara que perdia a linha, perdia o rumo, perdia até o ar.
Três meses sem ver ela.
Sem tocar ela.
Sem sentir aquele cheiro doce que grudava no meu peito sem eu querer.
Eu tentava viver como se ela tivesse morrido. Tentava fingir que não doía. Tentava enfiar outra na minha cama como se isso fosse tapar o buraco que ela deixou.
Mas Melinda é tipo veneno.
Entra no sangue.
E se instala num lugar que nem a morte tira.
Quando eu soube que ela ia tá na balada…
Fingi que era coincidência.
Mas eu tava indo atrás dela, sim.
Como cachorro atrás de osso.
Vergonhoso?
Pra caralho.
Mas eu não admitia isso nem pra mim mesmo.
Quando eu vi ela com aquele cara…
Meu coração bateu no estômago.
A imagem dela sorrindo pra outro me deu enjoo.
Parei de respirar.
Senti uma mistura de ódio, ciúme, e… vergonha.
Vergonha porque naquele instan