— Pisa no freio! Agora! — gritou Victor, a voz rouca de urgência, enquanto empurrava Alerrandro para o lado e assumia o volante. O amigo mal conseguia manter os olhos abertos, o corpo curvado pela dor.
Alerrandro tombou para frente, a testa colando no volante. Seu rosto estava encharcado de suor, os lábios entreabertos, pálido como giz. Cada respiração era um esforço.
— Anda logo, Victor! A gente vai morrer! — Milena gritou, os olhos arregalados, a voz embargada pelo pânico. As mãos tremiam, agarradas ao encosto do banco.
Com um último impulso, Victor puxou o carro para o acostamento. O veículo derrapou, os pneus guinchando no asfalto quente. Um silêncio tenso se instalou, quebrado apenas pelo ronco do motor e o som entrecortado da respiração dos três.
Milena abriu a porta com um tranco e correu para o lado do motorista, os cabelos esvoaçando ao vento. Victor já estava abrindo a porta de Alerrandro, que escorregou para frente, os braços pendendo como marionetes sem fio. Seus olhos sem